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Sugestões para a salguarda do Património Ferroviario

A realidade ferroviária faz parte da memória e da identidade do Barreiro.
Num contexto de defesa do interesse público e nacional, deve ser promovida a classificação do Património Ferroviário do Barreiro.

Assume enorme importância, a criação de  um pólo museológico Ferroviário do Barreiro, que pode e  deve funcionar em sintonia com o programa do MNF – Museu Nacional Ferroviário, com sede no Entroncamento.

Os edifícios presentes na área envolvente do depósito de máquinas, nomeadamente o armazém regional, a rotunda de locomotivas e áreas desafectadas das oficinas, constituem espaços adequados para exposições sobre a temática ferroviária.
A sua preservação, permitiria perpetuar no tempo,  a memória dos ferroviários, a história oficinal do Barreiro, e registar e classificar todas as profissões que foram criadas pelo caminho de ferro e que se encontram em vias de extinção.

Teria interesse, dotar a velha rotunda com locomotivas em estado de marcha, para num futuro breve, se poderem organizar viagens históricas nas linhas a Sul e Sueste.
O Barreiro foi sempre considerado como a “Catedral do Diesel” pelos ferroviários, pelo que é urgente tomar medidas que permitam a recuperação das unidades térmicas restantes, que embora históricas, têm como fim anunciado, a venda a sucateiros.
O encerramento criminoso de muitas linhas no Alentejo, a regressão das indústrias do Barreiro, e o abate indiscriminado de locomotivas, tractores e automotoras, levou à morte lenta e agonizante, de uma comunidade constituída em torno deste depósito de máquinas,  que até aí fervilhava de vida, plena de uma  azáfama característica e única.
Existem alternativas a este cenário que aqui se traça. Alternativas que podem conjugar, como ficou dito acima, a preservação da memória e da história ferroviária, com a criação de uma actividade de natureza turística que contribuiria para o desenvolvimento da região e da cidade do Barreiro.
Deixe a sua sugestão contributo!

3 comentários:

  1. Vivam.
    O património ferroviário tem que ser defendido. É uma autêntica vergonha, só pensam no lucro. Fazer ali construção ! Como? Se a construção está parada. É tudo uma cambada se doidos.
    Aquelas oficinas onde eu trabalhei bem poderiam no mínimo ser aproveitadas para colocação e reparação de material ferroviário antigo. Deitar para sucata um parque de máquinas ferramentas funcionais com as carencias que este País tem de indústria é uma autêntica incompetência e doidisse.

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  2. um exemplo a ter em conta.
    http://www.lxfactory.com/PT/lxfactory/

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  3. É no ano de 1846 que a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense, um dos mais importantes complexos fabris de Lisboa, se instala em Alcântara. Esta área industrial de 23.000m2 foi nos anos subsequentes, ocupada pela Companhia Industrial de Portugal e Colónias, tipografia Anuário Comercial de Portugal e Gráfica Mirandela.

    Uma fracção de cidade que durante anos permaneceu escondida é agora devolvida à cidade na forma da LXFACTORY. Uma ilha criativa ocupada por empresas e profissionais da indústria também tem sido cenário de um diverso leque de acontecimentos nas áreas da moda, publicidade, comunicação, multimédia, arte, arquitectura, música, etc. gerando uma dinâmica que tem atraído inúmeros visitantes a re-descobrir esta zona de Alcântara.

    Em LXF, a cada passo vive-se o ambiente industrial. Uma fábrica de experiências onde se torna possível intervir, pensar, produzir, apresentar ideias e produtos num lugar que é de todos, para todos.

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